Seguindo a mesma lógica explicada para janelas de 1 ano, aqui são 6.170 janelas de 2 anos por ativo/índice. E a partir daqui uma distinção passa a valer: média e mediana aparecem anualizadas, enquanto mínimo e máximo são o retorno total da janela inteira. Na página de 1 ano os dois eram o mesmo número. Aqui não são mais (ver Introdução e metodologia para detalhes).
Quem abre um extrato de doze meses e não gosta do que vê costuma dizer a mesma coisa — “é só esperar mais um pouco” —, e esta página mede o que esperar mais um pouco comprou. A página de 1 ano deixou essa conta em aberto de propósito. Ela começa a ser paga aqui, e não é uniforme.
Janelas móveis de 2 anos
CDI
11,96% a.a.
11,86% a.a.
0,00%
6,60%
47,10%
Dólar
4,78% a.a.
4,47% a.a.
36,11%
-34,12%
111,57%
Ibovespa
11,10% a.a.
8,59% a.a.
33,81%
-48,25%
185,83%
IMA-B
12,53% a.a.
13,70% a.a.
0,00%
0,09%
51,91%
NASDAQ Composite (R$)
14,94% a.a.
13,98% a.a.
28,65%
-51,05%
181,41%
NASDAQ Composite (US$)
10,02% a.a.
11,45% a.a.
20,02%
-69,81%
116,90%
Ouro (R$/grama)
16,17% a.a.
14,80% a.a.
15,07%
-22,96%
172,57%
S&P 500 TR (R$)
14,36% a.a.
12,24% a.a.
22,59%
-42,98%
135,55%
S&P 500 TR (US$)
9,42% a.a.
11,10% a.a.
16,86%
-49,55%
105,48%
Média e mediana são do retorno anualizado. Retorno mínimo e máximo são o retorno total do período. Clique no título de uma coluna para ordenar por ela; o terceiro clique devolve a ordem original.
Os índices de Renda Variável
O Nasdaq Composite em reais terminou negativo em 28,7% das 6.170 janelas de dois anos. Nas 6.421 janelas de doze meses, esse número era 28,9%. Dobrar o prazo custou um ano inteiro de espera e praticamente não reduziu o risco de perdas.
Nas outras séries de ação o movimento é maior, e ainda assim modesto. O S&P 500 TR em reais saiu de 24,3% para 22,6% de janelas negativas; o Ibovespa, de 36,2% para 33,8%. As três andam na direção que a intuição espera. O tamanho do passo é que não é o esperado.
Distribuição de retornos contra a normal ajustada — Janelas de 2 anos — Retorno total
NASDAQ Composite (R$) — distribuição observada
CDI — distribuição observada
Curva normal ajustada (teórica)
Faixa sem nenhuma janela
NASDAQ Composite (R$)
6.170 janelas · média 36,47% · desvio-padrão 49,02%
CDI
6.170 janelas · média 25,54% · desvio-padrão 9,96%
Série
Janelas
Média
Desvio-padrão
Mínimo
Máximo
Além de 2 desvios
Além de 3 desvios
NASDAQ Composite (R$)
6.170
36,47%
49,02%
-51,05%
181,41%
4,80%
0,00%
CDI
6.170
25,54%
9,96%
6,60%
47,10%
3,78%
0,00%
Curva normal (teórica)
—
—
—
—
—
4,55%
0,27%
A área preenchida é a distribuição observada: a fração das janelas que terminou em cada faixa de retorno. A linha tracejada é a curva normal de mesma média e mesmo desvio-padrão do próprio ativo, na mesma escala — quantas janelas ela poria em cada faixa. As retas de três desvios e a marca do zero são as duas réguas da comparação, e o trecho sombreado é a parte do eixo onde nenhuma janela caiu. Cada painel tem o próprio eixo de retorno: os números embaixo do nome do ativo é que comparam um com o outro.
A pior janela de dois anos do Nasdaq em reais devolveu −51,0%; a do Ibovespa, −48,2%; a do S&P 500 TR em reais, −43,0%. Traduzindo: esses números são o resultado da janela inteira, e não de cada ano dela. Quem entrou no pior dia possível abriu o extrato no segundo aniversário com pouco menos da metade do que tinha posto — e levou dois anos para chegar lá.
Do lado oposto do mesmo eixo, os máximos também são de janela inteira, e são grandes: 185,8% no Ibovespa, 181,4% no Nasdaq em reais, 172,6% no Ouro em reais, 135,5% no S&P 500 TR em reais. Dobrar o prazo não estreitou a distribuição. Esticou as duas pontas.
O investidor que se expõe ao risco da renda variável está sempre buscando o acesso aos retornos máximos. No caso do Nasdaq, por exemplo, a escolha foi a seguinte: você entra em um jogo em que tem 21,2% de chance (pouco mais de 1 em cada 5 janelas) de terminar 2 anos com retornos negativos piores que −10%; e você fez isso para estar exposto à possibilidade de quase metade das janelas — 49,8% — terminarem com resultado final maior que 30% após 2 anos (14%+ ao ano, se anualizado). No Ibovespa a distribuição das negativas é próxima, mas não é a mesma: 19,4% das janelas piores que −10% após 2 anos, contra 39,1% de resultados melhores que 30%.
Você compra essa aposta? E se a alternativa for o CDI, com nenhuma possibilidade de retorno negativo, 62,0% das janelas na faixa de 15% a 30% e 23,8% na faixa de 30% a 50%?
Concentração de retornos por faixa para cada ativo — Janelas de 2 anos — Retorno total
CDI
Ibovespa
NASDAQ Composite (R$)
S&P 500 TR (R$)
Aqui a cor é da linha desta legenda, e não do ativo — nos demais gráficos do site, cada ativo mantém a sua.
Número de janelas de retornos observados para cada faixa de retorno total.
O Efeito do Dólar
Vale repetir de onde este estudo olha, porque o parágrafo seguinte depende disso: da carteira de quem recebe e gasta em reais. Um índice americano comprado daqui carrega duas apostas empacotadas numa só, e nenhuma das duas pede licença à outra na hora de aparecer no extrato.
E o câmbio corta nos dois sentidos. Nas mesmas 6.170 janelas, o Nasdaq em dólares terminou negativo em 20,0% delas, contra 28,7% da versão em reais. Quando caiu, caiu bem mais fundo: −69,8% na pior, contra −51,0%. No S&P 500 TR o desenho se repete: 16,9% de janelas negativas em dólares contra 22,6% em reais, e um mínimo de −49,6% contra −43,0%. Menos quedas, quedas maiores.
Medido sozinho, o dólar terminou negativo em 36,1% das janelas de dois anos — a maior proporção desta página, à frente até do Ibovespa. Rendeu 4,8% ao ano na média e 4,5% na mediana, com mínimo de −34,1% e máximo de 111,6% no total. Dois anos comprados em dólar não são dois anos sem risco em reais.
Os Investimentos sem Retorno Negativo
Onde o segundo ano mudou de categoria foi na renda fixa. O IMA-B — que começa em setembro de 2003 e por isso tem 5.240 janelas, e não 6.170 — registrava 5,5% de janelas negativas no horizonte de um ano. Já em dois anos, nenhuma perda. O IMA-B é um índice composto pela variação de preços dos títulos indexados à inflação, e alguma volatilidade é esperada por natureza. A saída antecipada de títulos com marcação a mercado é comum aqui, e horizontes de dois anos são, em geral, o mínimo esperado para estes títulos.
A mediana é o valor que parte as 6.170 janelas exatamente ao meio: metade rendeu menos que ela, metade rendeu mais. Não é o retorno mais frequente, e a distância entre ela e a média diz de que lado moram os extremos. No Ibovespa, média anualizada de 11,1% contra mediana de 8,6% — dois pontos e meio de diferença, produzidos por poucas janelas muito boas. No S&P 500 TR em reais, 14,4% contra 12,2%. No Nasdaq em reais, 14,9% contra 14,0%.
Distribuição de retornos contra a normal ajustada — Janelas de 2 anos — Retorno total
Ibovespa — distribuição observada
CDI — distribuição observada
Curva normal ajustada (teórica)
Faixa sem nenhuma janela
Ibovespa
6.170 janelas · média 26,55% · desvio-padrão 41,08%
CDI
6.170 janelas · média 25,54% · desvio-padrão 9,96%
Série
Janelas
Média
Desvio-padrão
Mínimo
Máximo
Além de 2 desvios
Além de 3 desvios
Ibovespa
6.170
26,55%
41,08%
-48,25%
185,83%
4,39%
0,71%
CDI
6.170
25,54%
9,96%
6,60%
47,10%
3,78%
0,00%
Curva normal (teórica)
—
—
—
—
—
4,55%
0,27%
A área preenchida é a distribuição observada: a fração das janelas que terminou em cada faixa de retorno. A linha tracejada é a curva normal de mesma média e mesmo desvio-padrão do próprio ativo, na mesma escala — quantas janelas ela poria em cada faixa. As retas de três desvios e a marca do zero são as duas réguas da comparação, e o trecho sombreado é a parte do eixo onde nenhuma janela caiu. Cada painel tem o próprio eixo de retorno: os números embaixo do nome do ativo é que comparam um com o outro.
Do lado que não tem cauda esquerda, o CDI rendeu 12,0% ao ano na média e 11,9% na mediana, sem uma única janela negativa em 6.170. A pior rendeu 6,6% no total dos dois anos, e a melhor, 47,1%. Mas o número mais informativo do CDI nesta página não é nenhum desses.
O gráfico de frequência reparte o retorno total em doze faixas. O CDI ocupa quatro delas, e 62,0% de todas as janelas caem numa única faixa — a de 15% a 30%.O IMA-B ocupa seis, com 47,7% na mais cheia. O Ibovespa ocupa onze, e a faixa mais povoada dele reúne 15,9%: não existe no eixo inteiro uma faixa que concentre uma janela em seis. O Nasdaq em reais ocupa as doze, com 19,3% na maior.
E esse traço não é do prazo, é da série. O CDI ocupa exatamente quatro faixas nos quatro horizontes do estudo — em 1, 2, 3 e 5 anos. O Ibovespa ocupa onze ou doze em todos eles. O prazo desloca as faixas do CDI ao longo do eixo, mas não muda quantas ele ocupa, e não alarga nem estreita as do Ibovespa. Previsibilidade não é coisa que se ganhe esperando.
Retornos anualizados por ativo — Distribuição de frequência de retornos anuais
Os números do gráfico
CDI
11,96% a.a.
11,86% a.a.
0,00%
3,25% a.a.
21,29% a.a.
Dólar
4,78% a.a.
4,47% a.a.
36,11%
-18,84% a.a.
45,46% a.a.
Ibovespa
11,10% a.a.
8,59% a.a.
33,81%
-28,06% a.a.
69,07% a.a.
IMA-B
12,53% a.a.
13,70% a.a.
0,00%
0,05% a.a.
23,25% a.a.
NASDAQ Composite (R$)
14,94% a.a.
13,98% a.a.
28,65%
-30,04% a.a.
67,75% a.a.
Ouro (R$/grama)
16,17% a.a.
14,80% a.a.
15,07%
-12,23% a.a.
65,10% a.a.
S&P 500 TR (R$)
14,36% a.a.
12,24% a.a.
22,59%
-24,49% a.a.
53,48% a.a.
A largura de cada coluna é a proporção de janelas naquele retorno. O traço claro é a mediana e o losango é a média. As hastes chegam ao retorno mínimo e ao máximo de verdade, e não a um corte estatístico: a pior janela do estudo é justamente o que esta página existe para mostrar. Aqui a cor marca a ordem da legenda, não o ativo; cada coluna tem o nome escrito embaixo.
O IMA-B rendeu 12,5% ao ano na média e 13,7% na mediana, com máximo de 51,9% no total dos dois anos. Nenhuma janela negativa e uma mediana anualizada acima da do CDI, na mesma tabela — o que não faz dele um CDI com rendimento melhor. Um título indexado à inflação carregado até o vencimento entrega a inflação mais a taxa contratada; dentro de uma janela de dois anos, o que aparece no extrato é a marcação a mercado, e ela tem sinal dos dois lados. Em um ano ela produziu 5,5% de janelas negativas. Em dois, nenhuma — nesta amostra e neste período.
O Ouro
O Ouro em reais teve a maior média anualizada desta página: 16,2% ao ano, com mediana de 14,8%. Ele não aparece na página de 1 ano, e merece a mesma régua das demais linhas antes de virar qualquer outra coisa. Das 6.170 janelas, 15,1% terminaram negativas; a pior perdeu 23,0% no total e a melhor rendeu 172,6%. É uma linha que fica no meio do caminho entre as duas colunas desta página: menos janelas negativas do que qualquer índice de ação daqui, e nenhuma das garantias contratuais que sustentam o CDI e o IMA-B. Ouro não paga juro, não paga dividendo e não tem vencimento. Tudo o que ele rendeu nessas janelas veio do preço.
O mais interessante sobre o ouro aqui é a sua grande volatilidade de retornos em janelas de 1 ano e como isso é normalizado nas janelas de 2 anos. Este ativo merecerá um artigo à parte analisando os retornos em diferentes épocas e sua correlação com outros ativos.
CDI
Média11,96% a.a.
Mediana11,86% a.a.
Janelas negativas
0,00%
Janelas
6.170
Retorno mínimo
6,60%
Retorno máximo
47,10%
Dólar
Média4,78% a.a.
Mediana4,47% a.a.
Janelas negativas
36,11%
Janelas
6.170
Retorno mínimo
-34,12%
Retorno máximo
111,57%
Ibovespa
Média11,10% a.a.
Mediana8,59% a.a.
Janelas negativas
33,81%
Janelas
6.170
Retorno mínimo
-48,25%
Retorno máximo
185,83%
IMA-B
Média12,53% a.a.
Mediana13,70% a.a.
Janelas negativas
0,00%
Janelas
5.240
Retorno mínimo
0,09%
Retorno máximo
51,91%
NASDAQ Composite (R$)R$
Média14,94% a.a.
Mediana13,98% a.a.
Janelas negativas
28,65%
Janelas
6.170
Retorno mínimo
-51,05%
Retorno máximo
181,41%
NASDAQ Composite (US$)US$
Média10,02% a.a.
Mediana11,45% a.a.
Janelas negativas
20,02%
Janelas
6.170
Retorno mínimo
-69,81%
Retorno máximo
116,90%
Ouro (R$/grama)
Média16,17% a.a.
Mediana14,80% a.a.
Janelas negativas
15,07%
Janelas
6.170
Retorno mínimo
-22,96%
Retorno máximo
172,57%
S&P 500 TR (R$)R$
Média14,36% a.a.
Mediana12,24% a.a.
Janelas negativas
22,59%
Janelas
6.170
Retorno mínimo
-42,98%
Retorno máximo
135,55%
S&P 500 TR (US$)US$
Média9,42% a.a.
Mediana11,10% a.a.
Janelas negativas
16,86%
Janelas
6.170
Retorno mínimo
-49,55%
Retorno máximo
105,48%
Onde o selo de moeda aparece, os dois cartões são a mesma série. A diferença entre eles não é desempenho do índice: é o câmbio do período. Quem compra o índice lá fora fica posicionado nas duas coisas ao mesmo tempo, e o resultado das duas chega junto no mesmo extrato.
Média e mediana aparecem juntas de propósito: quando divergem, a ordem do ranking muda conforme a escolhida. Retorno mínimo e máximo são retorno total do período, não anualizado.
Mediana por período de entrada — janelas de 2 anos
Cada coluna reúne as janelas de 2 anos que começaram dentro daquela faixa de datas. O rótulo é a data de entrada, e não o período medido: quem entrou no fim de uma faixa só viu o resultado 2 anos depois, já dentro da faixa seguinte. Por isso cada coluna diz, sob o rótulo, até quando vão as entradas e até quando os resultados delas se realizaram.
Mediana do retorno anualizado, por período de entrada
Séries em reais
CDI
18,11% a.a.
11,73% a.a.
10,31% a.a.
10,05% a.a.
Dólar
2,23% a.a.
-8,54% a.a.
13,41% a.a.
4,73% a.a.
Euro
9,24% a.a.
-3,61% a.a.
10,15% a.a.
7,28% a.a.
Ibovespa
27,31% a.a.Maior mediana entre as séries em reais nesta faixa.
11,18% a.a.
-4,87% a.a.
11,61% a.a.
IFIX
—Sem janela de 2 anos iniciada em 2000–2004: a série começa em 30/12/2010.
—Sem janela de 2 anos iniciada em 2005–2009: a série começa em 30/12/2010.
2,96% a.a.*1.010 das 1.259 entradas desta faixa; a série começa em 30/12/2010.
8,83% a.a.
IMA-B
16,27% a.a.*328 das 1.258 entradas desta faixa; a série começa em 16/09/2003.
15,52% a.a.
13,27% a.a.
9,59% a.a.
IMA-B 5
14,98% a.a.*328 das 1.258 entradas desta faixa; a série começa em 16/09/2003.
14,60% a.a.
13,41% a.a.
10,11% a.a.
IMA-B 5+
18,19% a.a.*328 das 1.258 entradas desta faixa; a série começa em 16/09/2003.
17,74% a.a.Maior mediana entre as séries em reais nesta faixa.
13,20% a.a.
8,94% a.a.
NASDAQ Composite (R$)
-2,73% a.a.
-1,58% a.a.
30,44% a.a.
25,22% a.a.Maior mediana entre as séries em reais nesta faixa.
Ouro (R$/grama)
13,82% a.a.
14,26% a.a.
15,01% a.a.
16,19% a.a.
S&P 500 (R$)
1,15% a.a.
-5,20% a.a.
28,45% a.a.
20,52% a.a.
S&P 500 TR (R$)
2,75% a.a.
-3,15% a.a.
31,23% a.a.Maior mediana entre as séries em reais nesta faixa.
22,65% a.a.
Carteira equal-weight
8,89% a.a.*328 das 1.258 entradas desta faixa; a série começa em 16/09/2003.
10,21% a.a.
14,68% a.a.
17,79% a.a.
Séries em dólares
NASDAQ Composite (US$)
5,61% a.a.
5,02% a.a.
14,11% a.a.Maior mediana entre as séries em dólares nesta faixa.
17,27% a.a.Maior mediana entre as séries em dólares nesta faixa.
S&P 500 (US$)
5,13% a.a.
2,77% a.a.
11,21% a.a.
12,66% a.a.
S&P 500 TR (US$)
7,05% a.a.
4,74% a.a.
13,57% a.a.
14,76% a.a.
Ouro (US$/onça)
12,63% a.a.Maior mediana entre as séries em dólares nesta faixa.
22,15% a.a.Maior mediana entre as séries em dólares nesta faixa.
-5,53% a.a.
8,18% a.a.
A última coluna não tem data final. Ela reúne as entradas de 02/01/2015 em diante que já completaram 2 anos — a última é 26/07/2024, e o resultado dela fechou em 27/07/2026. Quem entrou depois ainda não cumpriu o prazo e não entra em conta nenhuma desta tabela. Quanto maior o horizonte, mais cedo essa coluna termina.
Um traço não é um zero. Onde aparece “—”, a série ainda não existia na faixa e não há janela alguma para medir; o ponteiro sobre a célula diz desde quando ela existe.
O asterisco marca a série que não cobre a coluna inteira. A contagem no alto de cada coluna é a das séries que existiam durante toda a faixa de entrada. Onde a série começa depois, a mediana descreve só o trecho em que ela já existia: IFIX (desde 30/12/2010), 1.010 de 1.259 em 2010–2014; IMA-B (desde 16/09/2003), 328 de 1.258 em 2000–2004; IMA-B 5 (desde 16/09/2003), 328 de 1.258 em 2000–2004; IMA-B 5+ (desde 16/09/2003), 328 de 1.258 em 2000–2004; Carteira equal-weight (desde 16/09/2003), 328 de 1.258 em 2000–2004.
O fundo repete o número, não acrescenta nada a ele. A intensidade é proporcional à mediana e compara as séries apenas dentro do mesmo bloco de moeda e da mesma coluna; mediana igual ou abaixo de zero fica sem fundo. Ela não compara colunas entre si, e não há cor de “certo” nem de “errado” aqui — há retorno maior e retorno menor. O maior de cada bloco em cada faixa vem em negrito.
Retorno em reais e retorno em dólares ficam em blocos separados porque não são a mesma unidade: a diferença entre as duas versões de um mesmo índice é o câmbio do período. Por isso a ordenação por coluna também acontece dentro de cada bloco, e nunca entre eles.
De volta ao “é só esperar mais um pouco”. Dois anos é a primeira medição dessa frase, e o que ela mostra é que o segundo ano fez muito pela renda fixa e quase nada pela cauda esquerda das ações — dois décimos de ponto no Nasdaq em reais. As páginas de 3 e 5 anos continuam a conta. Uma delas tem duas linhas que andam para trás.