CDI
- Janelas negativas
- 0,00%
- Janelas
- 6.421
- Retorno mínimo
- 2,15%
- Retorno máximo
- 24,02%
O estudo
São 6.421 janelas de 1 ano por série, cobrindo de 03/01/2000 a 28/07/2026. A cada dia de pregão, observou-se onde aquele investimento estava exatamente um ano depois. Num horizonte de 1 ano o retorno total e o anualizado são o mesmo número, então a distinção que aparece nos prazos mais longos aqui não faz diferença (ver Introdução e metodologia para detalhes).
Um ano é o horizonte mais barulhento do estudo. Boa parte do que se vê aqui é o humor do mercado no período, e não o desempenho de longo prazo do ativo — é justamente o prazo em que a diferença entre as duas coisas passa despercebida com mais facilidade. E a pergunta é sempre a mesma, nos quatro horizontes de buy and hold, comprar e segurar: quanto risco vale a pena carregar em troca do retorno que apareceu com mais frequência? Retorno de um lado, frequência de perda do outro. A conta tem dois lados.
| CDI | 12,11% a.a. | 11,83% a.a. | 0,00% | 2,15% | 24,02% |
|---|---|---|---|---|---|
| Dólar | 5,80% a.a. | 2,40% a.a. | 46,11% | -31,21% | 74,28% |
| Ibovespa | 12,65% a.a. | 8,72% a.a. | 36,16% | -54,20% | 130,09% |
| IMA-B | 12,74% a.a. | 13,38% a.a. | 5,52% | -13,63% | 32,77% |
| NASDAQ Composite (R$) | 15,30% a.a. | 12,74% a.a. | 28,92% | -54,97% | 120,27% |
| NASDAQ Composite (US$) | 10,43% a.a. | 13,18% a.a. | 25,56% | -62,83% | 95,11% |
| Ouro (R$/grama) | 17,69% a.a. | 14,59% a.a. | 22,57% | -23,21% | 99,76% |
| S&P 500 TR (R$) | 14,90% a.a. | 11,42% a.a. | 24,30% | -31,19% | 92,31% |
| S&P 500 TR (US$) | 9,82% a.a. | 13,12% a.a. | 22,40% | -47,50% | 77,80% |
Média e mediana são do retorno anualizado. Retorno mínimo e máximo são o retorno total do período. Clique no título de uma coluna para ordenar por ela; o terceiro clique devolve a ordem original.
O Nasdaq Composite em reais teve o melhor retorno médio do estudo: 15,3% em 1 ano. É o número que costuma abrir a apresentação, e é também o que esconde o resto da distribuição. Das 6.421 janelas do índice, 28,9% terminaram negativas — quase três em cada dez. No S&P 500 TR em reais, 24,3%.
E as negativas não são todas do mesmo tamanho. No Nasdaq, 18,5% de todas as janelas perderam mais de 10%, e 5,2% perderam mais de 25%. Traduzindo: em pouco mais de uma janela a cada vinte, quem entrou chegou ao aniversário do investimento com um quarto do dinheiro a menos. A pior de todas devolveu −55,0%. O S&P 500 TR em reais desceu bem menos fundo — 12,1% piores que −10%, 1,0% piores que −25% e um mínimo de −31,2% —, o que não o transforma em outra categoria de ativo, só em uma cauda mais curta.
A pior janela do Nasdaq começou em 10 de março de 2000; a melhor, em 16 de março de 2020. O ativo era o mesmo nos dois casos — o que mudou foi o dia em que se apertou o botão.
Aqui a cor é da linha desta legenda, e não do ativo — nos demais gráficos do site, cada ativo mantém a sua.
Número de janelas de retornos observados para cada faixa de retorno total.
Retorno médio é fácil de aceitar num gráfico. A questão é outra: você fica? Esperar um ano, abrir o extrato e ver um quarto do valor a menos é uma experiência, não uma linha de planilha, e é ela que separa quem chegou ao fim da janela para receber a média de quem saiu no meio do caminho. Se esticar o prazo muda essa cauda, e quanto, é o que as páginas de 2, 3 e 5 anos medem.
Vale marcar de onde este estudo olha: sempre da posição do investidor brasileiro. Ao comprar S&P 500 ou Nasdaq, ele fica posicionado ao mesmo tempo no índice e no dólar. Não são duas decisões, é uma só, e o resultado das duas chega junto no mesmo extrato.
E o câmbio corta nos dois sentidos. Nas mesmas 6.421 janelas, o S&P 500 TR em dólares terminou negativo menos vezes do que em reais — 22,4% contra 24,3% — e, quando caiu, caiu mais fundo: mínimo de −47,5% contra −31,2%. No Nasdaq o padrão se repete e fica mais extremo: 25,6% de janelas negativas em dólares contra 28,9% em reais, e um mínimo de −62,8% contra −55,0%. Não é que uma moeda seja melhor que a outra. São perguntas diferentes, e a deste estudo é a de quem paga as contas em reais.
Agora o mercado local. O Ibovespa rendeu 12,6% em média nas mesmas 6.421 janelas, contra 12,1% do CDI: meio ponto percentual de diferença, cobrado com 36,2% de janelas negativas de um lado e nenhuma do outro. Em 20,6% delas o índice perdeu mais de 10% — mais de uma em cada cinco —, e a pior perdeu 54,2%.
Do outro lado da conta está o teto: 130,1% na melhor janela de todas. Só que retorno acima de 50% em um ano apareceu em 9,0% das janelas, menos de uma em cada dez. A pergunta que fica é se 36,2% de janelas negativas é um preço razoável pela exposição a essa ponta.
Há ainda um detalhe que muda a leitura de todas as linhas acima. A média do Ibovespa foi 12,6%, mas a mediana — o valor que parte as 6.421 janelas exatamente ao meio — foi 8,7%. Metade das janelas rendeu menos do que isso. A mediana do CDI, nas mesmas datas, foi 11,8%. Alguns poucos extremos puxaram a média do índice para cima e levaram junto a impressão de risco.
O mesmo vale para as séries americanas: 15,3% de média contra 12,7% de mediana no Nasdaq, 14,9% contra 11,4% no S&P 500 TR — e nessas duas, como o parágrafo do câmbio mostra, o dólar está dentro da conta. Média é onde os extremos mandam. Mediana é o meio da fila.
| CDI | 12,11% a.a. | 11,83% a.a. | 0,00% | 2,15% a.a. | 24,02% a.a. |
|---|---|---|---|---|---|
| Dólar | 5,80% a.a. | 2,40% a.a. | 46,11% | -31,21% a.a. | 74,28% a.a. |
| Ibovespa | 12,65% a.a. | 8,72% a.a. | 36,16% | -54,20% a.a. | 130,09% a.a. |
| IMA-B | 12,74% a.a. | 13,38% a.a. | 5,52% | -13,63% a.a. | 32,77% a.a. |
| NASDAQ Composite (R$) | 15,30% a.a. | 12,74% a.a. | 28,92% | -54,97% a.a. | 120,27% a.a. |
| Ouro (R$/grama) | 17,69% a.a. | 14,59% a.a. | 22,57% | -23,21% a.a. | 99,76% a.a. |
| S&P 500 TR (R$) | 14,90% a.a. | 11,42% a.a. | 24,30% | -31,19% a.a. | 92,31% a.a. |
A largura de cada coluna é a proporção de janelas naquele retorno. O traço claro é a mediana e o losango é a média. As hastes chegam ao retorno mínimo e ao máximo de verdade, e não a um corte estatístico: a pior janela do estudo é justamente o que esta página existe para mostrar. Aqui a cor marca a ordem da legenda, não o ativo; cada coluna tem o nome escrito embaixo.
Do outro lado da régua está a renda fixa. O CDI rendeu 12,1% em média e 11,8% na mediana, sem uma única janela negativa em 6.421: a pior rendeu 2,1% no ano e a melhor, 24,0%. É a única série do estudo em que a cauda esquerda simplesmente não existe.
O IMA-B — a carteira de títulos públicos atrelados à inflação, as NTN-Bs que o Tesouro Direto vende com o nome de Tesouro IPCA+ — rendeu 12,7% em média e 13,4% na mediana. Aqui cabe uma ressalva que as outras linhas não pedem: o índice só começa em setembro de 2003, então são 5.491 janelas, e não 6.421. Não é o mesmo pedaço de história, e a comparação direta com as demais séries carrega essa costura.
E o IMA-B não é o CDI. Em 5,5% das janelas ele terminou negativo, a pior perdeu 13,6% e a melhor rendeu 32,8%. Um título indexado à inflação carregado até o vencimento entrega a inflação mais a taxa contratada; dentro de uma janela de um ano, o que aparece é a marcação a mercado. São duas coisas diferentes, e é a segunda que esta página mede.
CDI
Dólar
Ibovespa
IMA-B
NASDAQ Composite (R$)R$
NASDAQ Composite (US$)US$
Ouro (R$/grama)
S&P 500 TR (R$)R$
S&P 500 TR (US$)US$
Onde o selo de moeda aparece, os dois cartões são a mesma série. A diferença entre eles não é desempenho do índice: é o câmbio do período. Quem compra o índice lá fora fica posicionado nas duas coisas ao mesmo tempo, e o resultado das duas chega junto no mesmo extrato.
Média e mediana aparecem juntas de propósito: quando divergem, a ordem do ranking muda conforme a escolhida. Retorno mínimo e máximo são retorno total do período, não anualizado.
Cada coluna reúne as janelas de 1 ano que começaram dentro daquela faixa de datas. O rótulo é a data de entrada, e não o período medido: quem entrou no fim de uma faixa só viu o resultado 1 ano depois, já dentro da faixa seguinte. Por isso cada coluna diz, sob o rótulo, até quando vão as entradas e até quando os resultados delas se realizaram.
| Mediana do retorno anualizado, por período de entrada | ||||
|---|---|---|---|---|
| Séries em reais | ||||
| CDI | 18,38% a.a.Maior mediana entre as séries em reais nesta faixa. | 12,13% a.a. | 10,43% a.a. | 11,05% a.a. |
| Dólar | 6,39% a.a. | -8,33% a.a. | 11,43% a.a. | 1,94% a.a. |
| Euro | 10,13% a.a. | -5,07% a.a. | 8,85% a.a. | 3,71% a.a. |
| Ibovespa | 11,90% a.a. | 29,50% a.a.Maior mediana entre as séries em reais nesta faixa. | -5,56% a.a. | 13,81% a.a. |
| IFIX | Sem janela de 1 ano iniciada em 2000–2004: a série começa em 30/12/2010. | Sem janela de 1 ano iniciada em 2005–2009: a série começa em 30/12/2010. | 3,75% a.a.1.010 das 1.259 entradas desta faixa; a série começa em 30/12/2010. | 7,88% a.a. |
| IMA-B | 13,75% a.a.328 das 1.258 entradas desta faixa; a série começa em 16/09/2003. | 16,58% a.a. | 14,20% a.a. | 9,69% a.a. |
| IMA-B 5 | 13,54% a.a.328 das 1.258 entradas desta faixa; a série começa em 16/09/2003. | 15,37% a.a. | 12,72% a.a. | 10,05% a.a. |
| IMA-B 5+ | 14,64% a.a.328 das 1.258 entradas desta faixa; a série começa em 16/09/2003. | 19,35% a.a. | 15,55% a.a. | 9,13% a.a. |
| NASDAQ Composite (R$) | -3,93% a.a. | -1,93% a.a. | 30,34% a.a. | 22,17% a.a.Maior mediana entre as séries em reais nesta faixa. |
| Ouro (R$/grama) | 12,79% a.a. | 16,42% a.a. | 14,15% a.a. | 14,31% a.a. |
| S&P 500 (R$) | 4,45% a.a. | -5,38% a.a. | 28,27% a.a. | 15,94% a.a. |
| S&P 500 TR (R$) | 5,99% a.a. | -3,47% a.a. | 31,13% a.a.Maior mediana entre as séries em reais nesta faixa. | 17,89% a.a. |
| Carteira equal-weight | 3,96% a.a.328 das 1.258 entradas desta faixa; a série começa em 16/09/2003. | 12,69% a.a. | 12,72% a.a. | 16,66% a.a. |
| Séries em dólares | ||||
| NASDAQ Composite (US$) | -0,93% a.a. | 8,03% a.a. | 16,44% a.a.Maior mediana entre as séries em dólares nesta faixa. | 21,41% a.a.Maior mediana entre as séries em dólares nesta faixa. |
| S&P 500 (US$) | 1,72% a.a. | 7,52% a.a. | 13,49% a.a. | 14,14% a.a. |
| S&P 500 TR (US$) | 3,46% a.a. | 9,65% a.a. | 15,92% a.a. | 16,18% a.a. |
| Ouro (US$/onça) | 10,76% a.a.Maior mediana entre as séries em dólares nesta faixa. | 25,68% a.a.Maior mediana entre as séries em dólares nesta faixa. | -4,50% a.a. | 10,02% a.a. |
A última coluna não tem data final. Ela reúne as entradas de 02/01/2015 em diante que já completaram 1 ano — a última é 28/07/2025, e o resultado dela fechou em 28/07/2026. Quem entrou depois ainda não cumpriu o prazo e não entra em conta nenhuma desta tabela. Quanto maior o horizonte, mais cedo essa coluna termina.
Um traço não é um zero. Onde aparece “—”, a série ainda não existia na faixa e não há janela alguma para medir; o ponteiro sobre a célula diz desde quando ela existe.
O asterisco marca a série que não cobre a coluna inteira. A contagem no alto de cada coluna é a das séries que existiam durante toda a faixa de entrada. Onde a série começa depois, a mediana descreve só o trecho em que ela já existia: IFIX (desde 30/12/2010), 1.010 de 1.259 em 2010–2014; IMA-B (desde 16/09/2003), 328 de 1.258 em 2000–2004; IMA-B 5 (desde 16/09/2003), 328 de 1.258 em 2000–2004; IMA-B 5+ (desde 16/09/2003), 328 de 1.258 em 2000–2004; Carteira equal-weight (desde 16/09/2003), 328 de 1.258 em 2000–2004.
O fundo repete o número, não acrescenta nada a ele. A intensidade é proporcional à mediana e compara as séries apenas dentro do mesmo bloco de moeda e da mesma coluna; mediana igual ou abaixo de zero fica sem fundo. Ela não compara colunas entre si, e não há cor de “certo” nem de “errado” aqui — há retorno maior e retorno menor. O maior de cada bloco em cada faixa vem em negrito.
Retorno em reais e retorno em dólares ficam em blocos separados porque não são a mesma unidade: a diferença entre as duas versões de um mesmo índice é o câmbio do período. Por isso a ordenação por coluna também acontece dentro de cada bloco, e nunca entre eles.
Um ano é tempo de sobra para o mercado mudar de humor, e curto demais para que isso deixe de importar. É o horizonte em que o humor do período e o ativo se confundem com mais facilidade — e é para olhar essa diferença de perto que existem as páginas de 2, 3 e 5 anos.